‘Hoje é o primeiro dia do resto das vossas vidas’

Agosto 11th, 2010

props Chris Bird

Denim junkies

Agosto 11th, 2010

Props Ana Dupas

Temos que ser uns pr’ós outros

Agosto 9th, 2010

Poema romântico de Pedro Barateiro, comissionado pelas Negociatas.

Visto em perspectiva, de dentro para fora

Agosto 7th, 2010

How Poetry Comes to Me

It comes blundering over the
Boulders at night, it stays
Frightened outside the
Range of my campfire
I go to meet it at the
Edge of the light

(Gary Snyder)

N.I.T.A

Agosto 7th, 2010

Nature Intended The Abstract/
For you and me

Young Marble Giants – N.I.T.A (1980)
Do album Colossal Youth on Rough Trade.

Juventude em marcha

Agosto 7th, 2010
Get this widget | Track details | eSnips Social DNA

Labanta braço – Os Tubarões (Cabo Verde)

Lama, Álcool & Pessoas feias

Agosto 7th, 2010

In all our movies, the location has a face. It looks like an actor.

We never thought about any political connection. The 600 unemployed men are real, in their real clothes, with the real ugliness, and this is the real poverty. Everything was real – it looks like a documentary.

Excerto vídeo: Sátántangó (1994) by Béla Tarr
Quote: Béla Tarr entrevistado por Jonathan Romney, falando de Werkmeister Melodies

O caminho da serpente

Agosto 7th, 2010




Son Goku percorreu 1/4 do Hebi no Mechi (caminho da serpente) com o objectivo de chegar a Kita no Kaiosei (Planeta de Kaio-sama), para treinar com Kaio-sama.

Porque este blog também precisa destas coisas

Agosto 6th, 2010

E porque o Clemente é mais um produtor cultural de Portugal que aproveita as suas viagens pessoais e auto-patrocinadas para produzir trabalho. E mais, ele vem de Setúbal, cidade de bom peixe, boas colheitas e boas pessoas.

Teoria da conspiração: Porque é que o Idioterne do Lars Von Trier é zombaria de La chinoise de Jean-Luc Godard

Agosto 4th, 2010


Em La chinoise (1967) de Godard um grupo de jovens burgueses convive em conjunto numa casa de família desusada onde ensaiam, diariamente, o diálogo político. Os vários personagens conversam com a câmara várias vezes durante o decorrer do filme. Quando no final do filme se faz finalmente a passagem da conversa à acção, o acto terrorista tropeça em si-próprio e uma das jovens assassina a pessoa errada.

Em Idioterne (1998) de Lars Von Trier um grupo de jovens burgueses vive em conjunto numa casa desusada onde ensaiam, diariamente, o fingimento de perturbações mentais. Eles transportam a mesma performance para fora da casa em restaurantes, piscinas e outros espaços públicos mas falham redondamente face à responsabilidade de o fazer nas esferas das suas vidas privadas, fora do conforto do grupo. A narrativa é ocasionalmente interrompida por trechos em que os vários intervenientes são entrevistados pelo realizador.
Este é um filme que força no espectador uma consciência constante da materialidade do filme ele-próprio e que trava constantemente imersões na narrativa.

Isto vindo da pessoa que quer fazer Crime e Castigo do Dostoyevsky versão musical

Agosto 4th, 2010

What success is in Hollywood: It’s all about how big your office is.

What’s black and white and runs all around? A Zebra’s ass.

We have to have a good time otherwise we die.

John Cassavetes

Talk Show

Agosto 3rd, 2010

É isto que acontece quando realizador e equipa de produção aceitam a realidade da sua presença num filme. Não se trata de uma dissimulação profissionalizada da câmara, mas da aceitação da sua presença.

There are two ways to conceive of the cinema of the Real: the first is to pretend that you can present reality to be seen; the second is to pose the problem of reality. In the same way, there were two ways to conceive cinéma vérité. The first was to pretend that you brought truth. The second was to pose the problem of truth. (Edgar Morin)

Em 1960 Jean Rouch e Edgar Morin lançaram Chronique d’un été, um filme em que discutiam os efeitos da presença da câmara na acção dos sujeitos retratados. No final do filme fazem uma sondagem dos diversos níveis de realidade atingidos.

10 regras para se fazer um filme dos bons

Agosto 3rd, 2010
Lars Von Trier

Lars Von Trier

1. As filmagens devem ser feitas nos locais.
Não podem ser usados quaisquer acessórios ou cenografia.

2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa.
(A música não poderá ser utilizada a menos que ressoe no local onde se filma a cena).

3. A câmara deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos – ou a imobilidade – resultantes de movimentos do corpo.

4. O filme deve ser a cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial.

5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.

6. O filme não deve conter nenhuma acção “superficial”.
(Homicídios, Armas, etc. não podem ocorrer).

7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos.
(O filme desenvolve-se em tempo real).

8. Não são aceites filmes de género.

9. O filme final deve ser transferido para cópia em 35 mm, padrão, com formato de tela 4:3.

10. O nome do director não deve figurar nos créditos.

O Dogma 95 é um movimento cinematográfico internacional lançado a partir de um manifesto publicado em 13 de março de 1995 em Copenhaga, na Dinamarca. Os autores foram os cineastas dinamarqueses, Thomas Vinterberg e Lars von Trier. Segundo o relato de Vinterberg, os dois levaram apenas 45 minutos para formular as regras.

Em residência

Agosto 1st, 2010

Já passou um mês.